O MEU PORTUGAL

...o gozo que me deu fazer este onze.
 

COM 4 ANOS DE ATRASO

No dia em que Portugal foi eliminado por Marrocos no Mundial 2022, Cristiano Ronaldo devia ter percebido que o seu tempo na Selecção acabara aí. Se o percebesse nessa altura, teria saido por cima, pelo seu pé, com total dignidade, deixando a sua história falar por si. Era hoje respeitado por todo o país, e por todo o mundo.
Sem conseguir reflectir sobre o que quer que seja a não ser carros, roupas e jóias, CR7 não entendeu o que era, o que se tinha tornado, nem o papel que podia desempenhar. Mal aconselhado, por toda uma multidão que ganha dinheiro à volta dele, continuou a pensar que era o melhor jogador do mundo, que a equipa era ele, que os colegas deviam centrar-se em ajudá-lo a bater records individuais, e que o seu nome era mais importante que o do próprio país.
Há muito tempo que se percebeu que, não querendo sair a bem, teria de sair a mal. Roberto Martinez foi contratado para gerir o seu ego, em nome das receitas de milhões que a FPF arrecada com Ronaldo. Jorge Jesus jamais se entregaria a essa papel. É um treinador de futebol, quer ganhar, joga com os melhores, e... também acha que é o maior do mundo. Um técnico com 70 anos pode pensá-lo. Um jogador com 41, não.
Estranhei a sua convocatória, e ainda mais a sua titularidade com Gales. Não era o Jorge Jesus que eu conhecia. Substituindo-o nessa partida, e deixando-o no banco em Oslo, Jesus abriu fatalmente uma guerra com um indivíduo que não aceita um não. E as coisas acabaram mal. Com uma atitude deplorável do antigo génio, com um péssimo exemplo para os mais jovens (atitudes que vão ser branqueadas pela sua cada vez maior rede de influências no país e no mundo)
Estou convencido que Jorge Jesus, interiormente, esfrega agora as mãos por se ter visto livre de um elefante no balneário. Vai poder fazer a equipa que quer, colocar os jogadores que quer, a fazerem em campo o que ele exige - sem preocupações de não belicar o ego de uma majestade.
A Selecção fica liberta de um peso que não conseguiu suportar desde 2022. Começa uma vida nova.

INGLÓRIO

O mais natural era perder com o Bayern. Porém, até sofrer o primeiro golo, o Benfica equilibrou o jogo e teve oportunidades para marcar. O resultado foi demasiado pesado para o que se passou.
O próximo jogo, em Londres com o Arsenal, também dificilmente será pontuável. Depois há Roma e, sobretudo, Austria de Viena e Koge para tentar a qualificação.