SACO DE GATOS

ESTE QUER JOGAR MAS NÃO JOGAESTE QUER SER CAPITÃO MAS NÃO ÉESTE QUER SAIR MAS NÃO SAIESTE QUER DINHEIRO MAS NÃO TEMESTE QUER SER A ESTRELA MAS NÃO ÉESTE QUER MARCAR PENÁLTIS MAS NÃO MARCAESTE DEVIA ESTAR CALADO MAS NÃO ESTÁ
ESTE SÓ QUER DESCANSAR MAS NÃO O DEIXAM

REVEJA O GRANDE GOLO DE NUNO GOMES

CLASSIFICAÇÃO "REAL"

SPORTING-BELENENSES:
Se a grande penalidade assinalada no início da segunda parte se aceita como uma decisão correcta, já o primeiro golo do Sporting está claramente ferido na sua legalidade.
Hélder Postiga, no momento em que a bola é passada, tem apenas entre ele e a linha de baliza um único jogador do Belenenses. Uma vez que o guarda-redes está adiantado, o avançado leonino parte de posição irregular, e o golo deveria ter sido anulado.
A dúvida que poderia oferecer a colocação de um terceiro defensor azul junto à bandeirola de canto fica totalmente dissipada pela imagem parada, onde se vê que a sua sombra.
Não se sabe como seria o jogo a partir daí, caso o Sporting não se visse tão cedo em vantagem. Mas para efeitos “reais” o resultado que contará é o 1-0, não havendo assim lugar a subtracção de pontos.
Como tem sido habitual, aqueles que se queixam são os mais protegidos. O Sporting viu ser assinalado um penálti contra si, num jogo que estava resolvido, desenvolveu uma implacável campanha – em que já se vai tornando especialista – contra a arbitragem, e eis que nas duas jornadas seguintes, dois erros clamorosos a seu favor o empurram para a liderança da tabela, perante o silêncio e a passividade de todos.
Veremos se Paulo Bento tem coragem (ou desplante ?) de falar de arbitragem antes do derby. Tenho-o por uma pessoa inteligente, e estou certo de que não o fará.
Resultado Real: 1-0

RIO AVE-F.C.PORTO:
À excepção dos mais facciosos (eventualmente a maioria…), os leitores sabem que na elaboração da classificação “real” normalmente não confundo desejos com realidade. É verdade que há lances que se podem ver sob diferentes pontos de vista (por exemplo, o suposto penálti sobre Aimar em Vila do Conde), mas aquele que eu adopto, tenta ser, por norma, independente daquilo que eu desejaria que fosse a realidade (como foi o caso do exemplo que recordei).
É difícil fazer este exercício, mas só com ele é possível ter, lá mais para o final da época, conclusões efectivas sobre quem é mais ou menos favorecido, sobre quem tem mais ou menos razões de queixa.
Seria fácil optar por, na dúvida (já nem digo mais), defender o próprio clube. Mas isso é o que toda a gente faz, sem que se chegue, obviamente, a qualquer conclusão.
Não é isso que tento fazer, e decerto que os leitores mais ponderados o reconhecerão sem dificuldade.
Lembro tudo isto a propósito do lance ocorrido na área vila-condense já na segunda parte do jogo de ontem, em que na sequência de um livre apontado por Bruno Alves, a bola ressalta do poste para o braço de Gaspar. Por mim bem gostei que Pedro Proença não assinalasse nada, mas em consciência, e seguindo o princípio acima enunciado, mesmo não se tratando de um lance de análise óbvia e rectilínea, devo dizer que, ignorando as camisolas, a grande penalidade deveria ter sido assinalada.
Análise diferente faço do lance também reclamado pelos portistas na primeira parte, no qual Sílvio também toca a bola com o braço, mas desta vez sem qualquer intenção de o fazer, até porque está de costas para a bola no momento do remate.
Deste modo há pois que restituir dois pontos à equipa azul e branca.
Resultado Real: 0-1

PAÇOS DE FERREIRA-BENFICA:
Antes de mais há que dizer que foi um jogo duríssimo. Do mais duro que vi em Portugal nos últimos tempos.
Perdi a conta aos jogadores de um lado e de outro que ficaram estatelados no relvado em resultado de entradas violentas, a roçar a agressão. Só do Benfica recordo-me de Carlos Martins (duas vezes), Cardozo, Aimar, Reyes e Jorge Ribeiro.
Pode-se dizer que Nuno Gomes deveria ter sido expulso. E é verdade. Mas se puxarmos o filme atrás vemos duas entradas absolutamente assassinas de Filipe Anunciação, em lances imediatamente anteriores, e que terão eventualmente feito perder a cabeça ao avançado encarnado.
O lance do cartão amarelo a Maxi Pereira, é outro dos que poderia merecer uma punição maior, apesar de, neste caso, falta ser cometida na disputa de bola, e de frente para o adversário. O critério do árbitro foi o de tentar levar o jogo só com amarelos, e acabou por conseguir. Podia ter expulso Maxi, Nuno Gomes, Filipe Anunciação e mais uns quantos. Decidiu optar por alguma permissividade. O espectáculo ganhou com isso.
Sob o ponto de vista técnico Bruno Paixão esteve quase perfeito. A grande penalidade assinalada é indiscutível, e o lance reclamado pelos pacenses (Ruben Amorim sobre um avançado do Paços), só por fanatismo pode ser entendido como penálti – no máximo jogo perigoso, e consequente livre indirecto, mas quanto a mim nem isso. O livre que dá origem ao segundo golo do Paços também está a ser questionado mas, com franqueza, precisaria de ver de novo a lance para o analisar devidamente, ficando assim o benefício da dúvida para o árbitro.
Seja qual for o critério a utilizar para os lances mais duros, as expulsões não são passíveis de alterar o resultado “real”.
Tratou-se, em suma, de uma arbitragem muito boa em termos técnicos, e assim-assim em termos disciplinares. Erro grave de Bruno Paixão, interferência de Bruno Paixão na classificação, aconteceu em Braga, onde transformou um penálti contra num livre a favorecer o Sporting.
Resultado Real: 3-4

CLASSIFICAÇÃO REAL
SPORTING 7 (- 2 pts pelo penálti de Braga)
F.C.PORTO 7 (+2 pts pelo penálti de Vila do Conde)
BENFICA 5 (sem qualquer erro de prejuízo ou benefício objectivo em termos de golos ou penáltis)

À BEIRA DO PRECIPÍCIO

Depois da primeira vitória da temporada, seria lógico e natural que qualquer adepto do Benfica se sentisse feliz no final do jogo de ontem na Mata Real. Contudo, após minutos de grande sofrimento, de quase auto-flagelação colectiva, apesar da satisfação da vitória, felicidade não foi seguramente a palavra correcta para definir o meu estado de espírito naqueles momentos enquanto benfiquista.
Ao último apito de Bruno Paixão a primeira sensação que tive foi de alívio, profundo alívio, e logo de seguida fui tomado por um doloroso sentimento de inquietação. O Benfica vencera, mas não convencera, e até preocupara. Preocupara assustadoramente.
Depois de uma primeira parte bastante bem conseguida, onde se viu um futebol rápido e agradável, com Carlos Martins na batuta de uma orquestra que chegou a parecer afinada, com Reyes a mostrar a sua melhor cara e Nuno Gomes o seu reaparecido faro pelas balizas, nada fazia prever que, com 1-3 no marcador ao intervalo, o Benfica quase se viesse a suicidar para o jogo, deixando a vitória e os três pontos, durante largos minutos, pendentes nos cabides da fortuna e do azar.
Muitos erros defensivos – não necessariamente do quarteto defensivo, coisa bem diferente -, desorientação na hora de recuperar a bola e depois de a ter, falhas clamorosas nos lances de bola parada, faltas infantis cometidas próximo da área, incapacidade total para controlar o jogo e os seus ritmos, e até um frango do improvável Quim, de tudo se viu numa parte final de desafio verdadeiramente penosa para as cores encarnadas. Mais três golos sofridos – seis em dois jogos – e notas de muita preocupação para as importantes partidas que se avizinham, onde parte das aspirações da temporada poderá ficar desde logo comprometida.
O figurino táctico implementado pelo técnico espanhol, e inspirado justamente na selecção do país vizinho, recente campeã europeia, exige ao meio-campo uma capacidade defensiva que este Benfica ainda não consegue apresentar. A equipa aparece muitas vezes partida em dois (os que atacam e os que defendem), e as falhas de compensação são inúmeras, ficando então a linha defensiva muito mais exposta ao adversário e ao erro. Mesmo na hora de construir, o número inusitado de passes errados, a precipitação nas opções de jogo, as dificuldades de harmonização entre quem tem a bola e quem se desmarca para a receber, são nota dominante, e revelam o muito trabalho que esta equipa ainda tem pela frente.
Tudo isto é consequência natural da revolução a que o Benfica foi sujeito no último defeso - por exemplo, nos catorze jogadores utilizados ontem, nove (!) foram contratados esta época – pois no futebol de altíssima competição não basta pegar num grupo de talentos e pô-los em campo para se ter uma equipa ganhadora. Trata-se de um desporto colectivo, cuja mecanização e automatização de processos é fundamental para o sucesso, e não se consegue da noite para o dia, nem que se disponha de onze Maradonas. Veja-se como o F.C.Porto também está a sentir os efeitos das mudanças operadas, e como o Sporting está a colher os louros da estabilidade. Não há milagres, e o timing de construção de uma grande equipa de futebol não é tão célere como os adeptos – neste caso, em particular, os do Benfica – desejariam.
Já disse o por diversas vezes, mas não será demais repeti-lo: é muito importante que os sócios e adeptos do clube encarnado redimensionem as suas expectativas para a presente temporada, pois o tempo que ainda vai demorar até que a equipa esteja em condições de interpretar as ideias do seu técnico será, muito provavelmente, fatal em termos de aspirações ao título nacional, bem como – esperemos que não, esperemos uma noite de sorte no próximo dia 2… - de uma carreira europeia de sucesso. Este Benfica está claramente apontado para o futuro, e é nessa perspectiva que deve ser entendido. Se assim o for, haverá tempo para Quique Flores desenvolver o seu trabalho, e provavelmente na próxima época, esta mesma equipa – com um ou outro retoque - poderá aparecer com uma face dominadora, confiante e capaz de vencer. Até lá, resta aos benfiquistas sofrer, ter paciência. Muita paciência. Ignorar as provocações adversárias e interiorizar que sem este processo não há alternativa – sob pena de ter de se voltar uma vez mais atrás para recomeçar tudo de novo, afinal de contas aquilo que se tem feito ao longo de quinze anos, com os resultados conhecidos.
Há sobretudo que apoiar. Apoiar muito. Apoiar incondicionalmente, concorde-se ou não com algumas das opções tomadas no passado. Os próximos dois jogos, de extrema importância para o futuro próximo da equipa, serão também um teste aos verdadeiros adeptos do clube da Luz, e à sua vontade de ajudar a crescer a equipa, e de lhe abrir as portas do futuro. É também por eles (nós) e sua atitude que passa o sucesso deste novo Benfica.
Em termos individuais há que destacar na noite de ontem a eficácia de um renascido Nuno Gomes – com umas semanas de banco fica como novo, já havia sido assim com Koeman -, o perfume ofensivo de Reyes, a classe de Carlos Martins, a segurança de Ruben Amorim e a entrega de Jorge Ribeiro (que golaço !). Com sinal menos há que salientar o desgraçado momento de forma de Quim - que continuando a ser o melhor guarda-redes português, talvez precisasse de descansar um pouco -, a exibição menos conseguida de um Yebda muito trapalhão e pouco criterioso na sua movimentação, e um Balboa desconcentrado, que entrou para ajudar a segurar o jogo e com dois erros sucessivos quase o ia entregando ao adversário.
Sobre o árbitro falarei na rubrica respectiva, mas devo dizer desde já que, num jogo bastante difícil de dirigir, acabou por realizar, globalmente, um bom trabalho. Principalmente sob o ponto de vista técnico, em que esteve irrepreensível.

REGRESSO ÀS VITÓRIAS

Permitam-me que, num apontamento mais intimista, deixe aqui uma palavra de saudação para o clube da minha terra, que ontem venceu brilhantemente no histórico estádio Alfredo da Silva no Barreiro o Fabril local por 0-1, mesmo depois de se ter visto reduzido a dez unidades ainda na primeira parte.
Depois de uma série de maus resultados, espero que esta vitória possa ser um tónico para as próximas semanas, em particular para a próxima, na qual os azuis e brancos recebem o eterno rival Lusitano em mais um derby eborense, ao qual espero poder assistir.
Ontem o Juventude alinhou de início com: Tiago, Farinha, Paulo Martins, Viúla, Paulo Letras, André Xavier (irmão de Abel Xavier), Cissé, Zezinho, Márcio Madeira (filho de Vítor Madeira), Nuno Gaio e Dieng. Entraram ainda Cainó, Costinha e Luís Barreiros.

SPORTING ADIANTA-SE; PORTO MARCA PASSO

Ajuda aqui, ajuda ali, o Sporting lá vai trilhando o seu caminho.
Quando estamos ainda na terceira jornada, os leões dispõem já de uma vantagem relevante sobre a concorrência – quatro pontos para o F.C.Porto, e quatro, seis ou sete, conforme o resultado de hoje, para o Benfica. Se vencer na Luz, o Sporting começa a cavar um fosso difícil de superar, pois ao contrário do que defende Quique Flores, a história recente dos campeonatos portugueses permite afirmar que os mesmos se têm decidido justamente na sua fase inicial.
Deixando de lado os erros de arbitragem que a têm favorecido nas últimas semanas (a classificação “real” será publicada amanhã), a equipa de Paulo Bento apresenta-se neste momento como o grande favorito ao título, até porque o F.C.Porto, outro dos favoritos à partida, tarda em encontrar a rota de consistência e eficácia que foi o seu padrão dos anos anteriores. O Benfica, em ano de transição, mantém-se à espreita, tendo no derby da próxima semana a oportunidade de ouro para se aproximar do topo da tabela, não sem que antes tenha de cumprir esta noite a sua obrigação em Paços de Ferreira, jogo em que terá necessariamente de conquistar os primeiros três pontos da época.
Apenas vi os resumos dos jogos de Alvalade e Vila do Conde (pensei ir a Alvalade, mas o bilhete mais barato custava…35 euros !!!!), pelo que não me poderei alongar acerca dos jogos em si. Contudo, desde a pré-temporada que digo que o Sporting tem diante de si uma soberana oportunidade de conquistar o tão ansiado título, que lhe foge há sete anos, precisamente desde a época dos 17 penáltis de Jardel.
Ao manter os seus principais jogadores, reforçando-se cirurgicamente com elementos identificados com o futebol português, o Sporting tem sobretudo um modelo de jogo bem definido e estabilizado desde há três épocas. É cada vez mais uma equipa adulta, que joga de olhos fechados, e que tem, quando necessita, um ou outro elemento capaz de desequilibrar. Tem um banco fortíssimo, com opções para todos os gostos. Não se tem dado bem diante de adversários mais fortes, mas para ser campeão nacional não vai precisar de vencer o Real Madrid nem o Barcelona. Vai precisar de demonstrar, isso sim, semana a semana, a eficácia e a solidez de que tem dado sinais até agora perante a oposição interna - em cinco jogos contra adversários lusos nesta época, o Sporting apenas encaixou um golo, e de penálti.
Veremos se o caso Vukcevic (depois do caso Stojkovic e do caso Moutinho), agravado pelas declarações de Derlei, será ou não revelador de alguma perturbação dentro do balneário leonino, e até que ponto isso pode ou não reflectir-se no rendimento da equipa dentro do campo. Uma primeira derrota dará provavelmente a resposta, pois enquanto o Sporting for à frente, tudo se vai dissipando. Se o factor disciplina/coesão de grupo não os comprometer - e se o factor arbitragem os continuar a favorecer – os leões têm efectivamente tudo para ser os próximos campeões nacionais.
O F.C.Porto está a sofrer as consequências das alterações que foi forçado a fazer no plantel. Saíram três dos seus melhores elementos (um de cada sector), e os jogadores que entraram ainda não demonstram a necessária interligação com os colegas, fragilizando a movimentação colectiva da equipa. Recorde-se que o F.C.Porto terá de jogar em Alvalade dentro de duas semanas, e caso perca essa partida, ficará também desde logo numa situação complicada, até porque já se vão vislumbrando sinais evidentes de insatisfação interna, perfeitamente natural num clube habituado a vencer quase sempre nos últimos anos.
É altura de Jesualdo Ferreira ter finalmente de demonstrar o que vale. Até aqui tinha uma equipa já construída e recheada de estrelas. Agora terá de ser ele, com jogadores menos experientes, a formar um novo F.C.Porto.

MUITO QUE SOFRER...

Quem leia apenas o título deste texto, será de imediato levado a pensar no jogo da segunda mão, dentro de quinze dias na Luz.
É um dado praticamente adquirido que essa será uma noite de sofrimento, qualquer que venha a ser o desfecho final do jogo e da eliminatória. Contudo, o título que escolhi para esta prosa deverá ser entendido num sentido mais lato, isto é, não relativo a um jogo, nem a uma eliminatória, mas a toda uma época ou, pelo menos, a grande parte dela.
Ficou ontem uma vez mais demonstrado que o Benfica é uma equipa em construção. É todo um edifício novo, cujos traços ainda estão longe, muito longe, de estar definidos. Como qualquer projecto em fase embrionária, a equipa de Quique Flores apresenta fragilidades gritantes, e é preciso que os benfiquistas se comecem a convencer daquilo que eu disse aqui antes ainda de se iniciar a competição: esta época só por milagre trará algum título, devendo ser entendida como um ano de transição, sob pena de no final da mesma se colocar novamente tudo em causa, se querer revolucionar tudo outra vez, e dentro de um ano eu ter de estar aqui a dizer o mesmo.
Percebe-se o que Quique Flores pretende, e isso por si só já é um bom princípio. À semelhança do que se vê nas grandes equipas europeias, o técnico espanhol quer um Benfica com os sectores muito juntos, bastante subidos no terreno, e a funcionar como um bloco homogéneo, que ataca e defende de forma compacta e harmoniosa.
Para alcançar esse objectivo há todavia um longo caminho a percorrer
. Há vários jogadores no plantel encarnado com um perfil pouco colectivista, há médios e alas que só jogam com a bola no pé, há falta de velocidade na defesa para poder subir o bloco sem correr riscos de ser batida em contra-ataque. E há, sobretudo, uma ainda total falta de organização colectiva face a um modelo ao qual a maioria dos jogadores não estava habituada. Na noite de Nápoles, todas estas carências foram postas a nu, tal como de resto já o haviam sido, em parte, diante do F.C.Porto. Em três jogos oficiais, este Benfica, obviamente, ainda não ganhou.
Os encarnados entraram bem no jogo, com confiança, a procurar ganhar metros de terreno e assim mostrar que estavam ali para discutir o jogo. Percebe-se que, a jogar fora, e nas suas circunstancias actuais – leia-se incapacidade de impor ritmos a seu jeito - o Benfica tivesse mais a ganhar em abrir a partida, no sentido em que um 1-1, ou um 2-2 seriam bem melhores que o 0-0, e talvez por aí se perceba o onze inicial escolhido pelo técnico espanhol. Os primeiros minutos deram disso sinal, com oportunidades de golo para ambos os lados, acabando inclusivamente por ser o Benfica o primeiro a marcar, por intermédio do estreante Suazo. Tudo parecia correr pelo melhor.
Foi então dado um primeiro e dramático sinal de imaturidade. À semelhança do que ocorrera com o F.C.Porto, e que na altura aqui referi, o Benfica pareceu sentir o seu próprio golo de forma mais negativa que o adversário, desconcentrando-se, parecendo mesmo deslumbrar-se, e permitindo uma reacção fortíssima, neste caso acompanhada de imediata reviravolta no marcador.
Nunca se saberá o que aconteceria ao jogo se o Benfica se mantivesse em vantagem, pelo menos, mais alguns minutos. Talvez o vulcão de San Paolo se silenciasse, talvez o Nápoles se enervasse, perdesse confiança e motivação. Assim sucedeu o contrário, e o jogo pôs-se de cara muito feia para os encarnados, que só por milagre não saíram para intervalo com um resultado ainda mais pesado, nomeadamente através de um lance em que Quim voltou a errar (isso há de passar…), e foi Léo a evitar o golo sobre a linha.
Para a segunda parte a toada de jogo diminuiu um pouco de ritmo, mas sentia-se que o Nápoles estava mais perto do terceiro golo, que o Benfica de empatar. Quique fez entrar Balboa para o lugar de um ainda demasiado verde Urreta, mas nem assim conseguiu estancar o caudal ofensivo desenvolvido pelo flanco esquerdo do ataque napolitano, fruto também de uma exibição muito pouco conseguida de Maxi Pereira. Paradoxalmente, o golo acabaria por surgir do flanco oposto, através de um desvio infeliz de Léo, que traiu Quim e deu a sensação de poder acabar com a eliminatória. Com todas as suas insuficiências, com toda a natural intranquilidade, e ainda com a pouca sorte de ter sofrido dois golos de ressalto, o Benfica teria que ir buscar o resultado, num ambiente tremendamente hostil, e diante de uma equipa, senão brilhante, pelo menos organizada, amadurecida e confiante.
Entrou Katsouranis para o lugar de um pouco visto Carlos Martins, pouco depois Luisão marcou, e viu-se então um Benfica substancialmente melhor, até porque o Nápoles, satisfeito ou desgastado, baixou o seu bloco, abandonando a pressão alta com que manietou e retirou discernimento aos encarnados durante largo período de jogo. O grego entrou bem no jogo, tal como mais tarde também Nuno Gomes entraria (numa equipa tão imatura, nota-se a falta do experiente avançado). O Benfica parecia novamente em condições de discutir a possibilidade de alcançar o empate a três, o que, então sim, se traduziria num excelente resultado.
Como um azar nunca vem só, após dois golos sofridos de forma infeliz, num lance apenas, ao invés de poder ficar em vantagem numérica, o Benfica viu Suazo – seu melhor jogador até então, e grande esperança para eventual novo golo - ficar inferiorizado até final, fruto de uma bárbara entrada de um jogador napolitano que nem cartão amarelo levou. A jogar com dez e meio, a equipa encarnada foi forçada a desistir de procurar o empate, e tentou apenas que o tempo passasse, deixando assim, a decisão da eliminatória para a Luz – prescindindo dos anéis, ficaram os dedos.
Não vai ser fácil. Esta equipa napolitana tem avançados rápidos e habilidosos, e é bem provável que consiga marcar em Lisboa. Só um grande Benfica poderia resolver a contenda, mas tenho sérias dúvidas que dentro de apenas quinze dias ele já se possa dar a conhecer. Talvez um estádio cheio, um ambiente como aqueles de 2005 – Manchester, Liverpool… - possa ajudar.
Se tudo acabar mal, e o Benfica for eliminado, não deverá haver lugar a dramas. O sorteio foi cruel (nem todos têm a sorte de apanhar Deportivo da Corunha e Mónaco em meias-finais e finais da Champions...), e uma eliminação diante de uma forte equipa italiana não envergonha ninguém. Mas creio que todos os benfiquistas deveriam ficar, no fim desta eliminatória, com a tranquilidade de consciência de terem ajudado tanto o seu clube como os adeptos do adversário o fizeram.
Falta apenas dizer que a arbitragem esteve mal. Foram perdoadas duas expulsões a jogadores napolitanos, e ficaram-me dúvidas num lance sobre Sidnei (mais uma bela exibição), dentro da área, já na ponta final do desafio. Desde aquele célebre Portugal-Holanda no Mundial que torço o nariz a árbitros holandeses para equipas portuguesas. E infelizmente tenho tido razão.
PS: Relativamente às restantes equipas portuguesas, tudo decorreu como se previa e temia. Só o Sp.Braga deverá passar à fase de grupos.

RANKING EUROPEU OFICIAL (actualização)


ADENDA: De modo a esclarecer algumas dúvidas, fica a evolução comparativa de F.C.Porto e Benfica desde o ano de 2004

UM DESAFIO À CORAGEM

O Benfica de Quique Flores tem em Nápoles, no majestoso e infernal San Paolo, uma bela oportunidade para mostrar o que vale.
Sabe-se que em termos técnico-tácticos os encarnados ainda terão muito que trabalhar até ser aquilo que pretendem: uma grande equipa. Mas amanhã podem e devem mostrar a sua determinação em conseguí-lo, bem como a raça, o empenho e a força mental com que estão dispostos a encetar o seu caminho.
Não vai ser nada fácil. O mítico estádio onde Maradona se fez rei vai estar cheio, o ambiente vai ser extremamente pesado - a própria cidade, quando lá estive, há mais de dez anos, já toda ela era algo pesada -, e este jogo, bem como a própria Taça Uefa, estão a ser encarados em Nápoles como uma prioridade absoluta, ou não se tratasse do regresso da equipa às provas internacionais, depois de longos anos de ausência, ou não se tratasse de uma competição que, com El Pibe, venceram.
Se o Benfica for eliminado, não deverá por isso ter de tapar a cara de vergonha - o campeonato italiano é muito mais forte que o nosso, e o Nápoles faz claramente parte da sua metade superior. Todavia, uma eliminação precoce numa prova onde as possibilidades de chegar longe são sempre algumas, deixará um travo muito amargo, e pintará desde já a cores sombrias este princípio de temporada, com tudo o que isso acarreta de desestabilização e intranquilidade.
É importante que os benfiquistas perceberem o quão importante pode ser esta eliminatória, o quão importante é a Taça Uefa - este ano conta com oito ex campeões europeus, e no próximo será reforçada pela alteração regulamentar - e, até porque, por ora, poucos têm o canal TV do clube, pensem desde já em retribuir a enchente dentro de dias na Luz, para aí resolver esta complicada questão que um sorteio impiedoso veio colocar.
Por agora, e para a primeira mão, deixo uma proposta para o onze inicial. Deixo também a nota sobre o que considero um bom resultado neste jogo: Não perder!

PIOR QUE A ENCOMENDA

Esperava-se um Barcelona em crise, vimos uma super-equipa renascida das cinzas. Esperava-se um Sporting confiante e determinado, surgiu um leão amorfo e temeroso. Deste modo, e olhando à diferença de qualidade dos interpretes, seria difícil a equipa de Paulo Bento trazer alguma coisa de Camp Nou.
A primeira parte foi uma repetição do jogo de há uns dias em Madrid, com a diferença a residir apenas na menor eficácia dos catalães. Um meio-campo pouco pressionante, com três unidades pouco dadas a trabalho defensivo (Izmailov, Rochemback e Romagnoli), deixou o Barcelona dominar por completo os acontecimentos, fazendo sobressair, a seu bel prazer, a enorme qualidade técnica dos jogadores com que conta.
Na segunda parte, depois do 2-0, o Sporting ainda fez algumas cócegas aos anfitriões, muito fruto da entrada de Miguel Veloso para o meio-campo, dado que reequilibrou bastante o conjunto. Mas uma incompreensível alteração táctica – que colocou o jovem médio como lateral esquerdo – acabou por se revelar fatal, pondo ponto final na discussão do jogo. O Barça fez o 3-1, e nos momentos finais ameaçou a goleada.
A arbitragem esteve mal no penálti assinalado, estranhando-se bastante a reacção pacífica e resignada de Paulo Bento, sempre tão enérgico em situações semelhantes na Liga Portuguesa.
Este jogo era à partida o mais difícil para o Sporting. A qualificação está pois em aberto, embora a vitória do Shakhtar na Suiça em nada tenha favorecido os leões.

À CONQUISTA DA EUROPA

O Sporting tem hoje uma oportunidade histórica para triunfar em Barcelona.
A equipa catalã está mergulhada numa crise profunda e nunca pareceu tão acessível, mesmo jogando em sua própria casa. Guardiola está-se a revelar um erro de casting, e em duas jornadas da Liga, outras tantas desilusões para os culés.
Os leões, por seu turno, não perdem nem empatam desde o já remoto dia 20 de Abril, o que significa que contam por vitórias todos os jogos oficiais disputados nos últimos cinco meses. Há anos que não surgiam tão fortes.
Este é pois o momento para o Sporting começar a desenhar o seu apuramento.

Sendo a única equipa portuguesa cuja presença em prova não oferece dúvidas quanto à sua legitimidade, sendo um dos dois grandes clubes de dimensão nacional cuja trajectória desportiva não está enlameada pelo crime, VEDETA DA BOLA deseja a melhor sorte ao Sporting para o jogo de hoje em Camp Nou.

SICÍLIA À PORTUGUESA ?

Mais do que as arbitragens, ou mesmo o próprio futebol, o que me começa a preocupar profundamente enquanto cidadão português - e que já justificava uma investigação implacável - é porque razão na cidade do Porto, do Ministério Público à PSP, da Judiciária aos tribunais, todos parecem actuar invariavelmente com a camisola do F.C.Porto vestida.
Serão todas estas entidades constituídas por adeptos fervorosos do clube ? Ou será o caso ainda bem mais grave ?

PUXÃO DE ORELHAS

Uma equipa ganhadora não se coaduna com vedetismos, nem com qualquer tipo de laxismo face ao trabalho diário.
Óscar Cardozo tem um talento extraordinário – há anos que o Benfica não tinha um ponta de lança assim -, mas tem de perceber que, face ao trabalho, não é mais do que os outros, e que só com sentido de responsabilidade, de colectivismo e de conquista, poderá representar uma verdadeira mais valia para a equipa, e consequentemente se poderá valorizar enquanto jogador.
As birras aquando das substituições, uma irritante passividade na procura da bola e nos duelos individuais e, pelo que se percebe, uma atitude pouco profissional nos treinos, são aspectos que o paraguaio terá de corrigir rapidamente, sob pena de comprometer a sua carreira no clube, e mesmo no futebol europeu.
Gosto de futebolistas em geral, e particularmente dos do Benfica (entre os quais Óscar Cardozo). São eles que me fazem adorar o desporto-rei, e são eles, muito mais que treinadores ou dirigentes, os verdadeiros interpretes das minhas emoções, e os merecedores da minha estima e admiração. Mas, talvez por isso mesmo, não lhes perdoo faltas de rigor profissional. Não admito sentir-me enganado por aqueles que julgo e acredito estarem a fazer tudo em nome do meu clube e da minha paixão.
Ainda bem que Quique Flores dá mostras de querer cortar pela raiz qualquer tipo de atitude deste género (que no ano passado foram frequentes), ganhando desde já o respeito do restante plantel, e conquistando a confiança dos adeptos. Só assim se poderá fazer uma verdadeira equipa.
Doa a quem doer, há que colocar o interesse colectivo acima de tudo. Se necessário for usar o chicote, pois que seja usado.

"Tenho consciência que os anos (e resultados) de Scolari dificilmente se irão repetir no futuro próximo, seja qual for o seleccionador"
LF, 3 de Julho de 2008

EFEITO QUEIROZ

Várias horas depois do jogo, ainda me custa a acreditar no que aconteceu em Alvalade.
Diante de um adversário acessível, com vantagem no marcador por duas vezes, Portugal acaba derrotado após sofrer três golos nos últimos seis minutos, naquilo que foi um verdadeiro colapso colectivo de consequências ainda por apurar em termos de classificação.
A selecção não jogou bem. Jogou um futebol vistoso e plasticamente bonito (quase sempre fruto das acções individuais de Deco), mas jogar bem não pode andar de braço dado com os erros defensivos mais infantis, com a insegurança revelada desde o primeiro minuto – e em particular na ponta final do jogo -, nem mesmo com uma ineficácia a roçar o surreal. Se há jogos em que se pressente que a vitória, com maior ou menor dificuldade, com mais ou menos sorte, irá acabar por sorrir – e com Scolari isso era frequente -, nesta partida, a meio da segunda parte, começou-se a sentir que tudo poderia acabar mal. Portugal desperdiçava ocasiões flagrantes, os nórdicos são frios, jogam até ao fim, e com bolas bombeadas para a área poderiam causar danos. O volte-face no marcador acabou por ser uma fiel representação da lei de Murphy, onde nem sequer faltou um Quim disfarçado de Ricardo.
Portugal foi uma equipa ingénua e inconsequente. Preocupou-se mais em jogar para as bancadas do que em segurar um resultado precioso. Faltou-lhe alma, faltou-lhe capacidade de sofrimento. Foi uma equipa com floreados, mas de atitude competitiva circunspecta. Tão circunspecta como o seu sorumbático e monocórdico treinador, que dizia querer espectáculo na véspera da partida – e como eu me arrepio quando oiço um técnico dizer tal coisa…
Os que falavam de uma nova aragem na selecção, os que rejubilaram com as vitórias diante das Ilhas Faroé e de Malta, tiveram ontem uma resposta tristemente eloquente. Ficou bem patente neste jogo, pelo défice de força mental revelado pela equipa, a falta que Luíz Felipe Scolari faz à selecção nacional.
Carlos Queiroz é um técnico cientificamente competente, conhece e domina os princípios do futebol, é um excelente formador de jovens, mas não creio que seja verdadeiramente um treinador de top - o seu currículo, enquanto técnico principal de equipas principais, fala por si. Ontem lembrei-me dos 3-6 de 1994, lembrei-me das qualificações falhadas para o Euro 1992 e o Mundial 1994, lembrei-me do ingénuo Real Madrid dos Zidanes e Pavones, dos seus vários despedimentos. Lembrei-me sobretudo que Portugal, nos últimos dez anos, quer em casa quer fora, apenas havia perdido um jogo de qualificação (na Polónia). E não me quis eu lembrar das histórias em volta da utilização de Cristiano Ronaldo num jogo frente ao Azerbaijão…
Depois de alguns anos atípicos, temo bem que Portugal volte às oportunidades perdidas, às vitórias morais, às matemáticas quase sempre fatais. O futebol é tácticas, é treino, mas é sobretudo alma, sentido colectivo, espírito. Uma actividade humana, em que onze homens actuam sem qualquer instrumento técnico ou científico, só pode ser gerida e orientada com uma grande sabedoria daquilo que é a natureza dos seus intervenientes - sobretudo quando os dias de trabalho escasseiam, como acontece com as representações nacionais. Precisamente por isto, Scolari foi o melhor seleccionador nacional de todos os tempos. Precisamente por isto, duvido bastante do sucesso desta campanha.
Que seja eu a enganar-me…

PS: O público, ao alhear-se desta partida, deu o primeiro sinal de uma nova era na selecção nacional. Houve quem ridicularizasse as bandeiras nas janelas. Seria isto que queriam ?

O VIDEO

É este o video que incrimina Cristian Rodriguez.
Será que é desta que temos um sumaríssimo para um jogador não benfiquista ? Ou é preciso ainda mais ?

O MUNDO PINTADO DE VERMELHO



QUIM - titular na selecção de Portugal














MAXI PEREIRA - titular na selecção do Uruguai










LUISÃO - titular na selecção do Brasil









ZORO - suplente não utilizado na selecção da Costa do Marfim








KATSOURANIS - titular na selecção da Grécia









BINYA - titular na selecção dos Camarões










CARLOS MARTINS - titular na selecção de Portugal











DI MARIA - titular na selecção da Argentina









SUAZO - titular na selecção das Honduras










CARDOZO - titular na selecção do Paraguai











NUNO GOMES - suplente utilizado na selecção de Portugal






NENHUM DELES PERDEU !!!!


NOTA: Léo, Jorge Ribeiro, Pablo Aimar, Reyes, Mantorras e Makukula, todos igualmente internacionais A pelos respectivos países, não foram desta vez convocados.

MEMÓRIAS DA BOLA

17 de Novembro de 1976.
Segundo jogo da fase de qualificação do Mundial de 1978, disputado numa quarta-feira à noite em Lisboa e transmitido em directo pela televisão.
Portugal alinhou com Fonseca, Artur, Humberto, José Mendes, Taí, Celso, Alves, Oliveira, Chalana (que se estreava na selecção), Nené e Vitor Baptista. 1-0 foi o resultado, golo de Manuel Fernandes, entrado já na segunda parte.
Tinha eu 6 anos, e é este o primeiro jogo da selecção nacional que a minha memória alcança.
Nada mais nada menos que um... Portugal-Dinamarca.

EIS A DINAMARCA

PARA ANIMAR A MALTA

Portugal entrou com o pé direito na fase de qualificação para o Mundial 2010.
É verdade que Malta é uma selecção modesta, mas também é verdade que foi muitas vezes em momentos como este, diante de adversários mais acessíveis, que Portugal, facilitando, complicou as suas contas. Azerbaijão, Arménia, Liechtenstein, e a própria Malta, foram, no passado, carrascos das contas lusas, e é bom que jogadores e técnicos nunca se esqueçam desses episódios quando encontram pela frente uma selecção aparentemente mais frágil. O mérito principal a atribuir à selecção é pois a atitude com que enfrentou este obstáculo, tornando fácil uma vitória que dificilmente seria alcançada com deslumbramento, displicência ou soberba.
Carlos Queirós não arriscou e utilizou precisamente o mesmo onze que havia derrotado as Ilhas Faroé. Os primeiros minutos não foram famosos, mas a partir do auto-golo a equipa nacional tranquilizou-se e, em larga medida impulsionada pela excelente exibição de Nani, partiu para uma vitória segura e expressiva.
Os empates cedidos por Suécia e Dinamarca permitem abordar o jogo de quarta-feira em Alvalade com grande confiança, pois em caso de vitória, Portugal poderá cavar uma importante distância para os dinamarqueses, posicionando-se desde já como o principal favorito ao primeiro lugar e ao correspondente apuramento directo. Este será assim o primeiro grande teste à selecção de Queirós.

A "MINHA" SELECÇÃO

AREIA PARA OS OLHOS

Uma única equipa, de entre as grandes, foi até agora beneficiada pela arbitragem: o Sporting.
Um único treinador, de entre os grandes, se queixou até agora da arbitragem: Paulo Bento (!!)
Alguma coisa está errada.
Não é de hoje que o Sporting adopta uma estratégia de constante pressão e condicionamento das arbitragens. Desde os tempos do famoso luto, ainda com Roquette, passando pela teoria do colo de 2005, há muito que os leões apostaram na sua desproporcionada representatividade nos orgãos de comunicação social, para aí promoverem a hábil construção de uma teoria segundo a qual seriam os mais penalizados pelos erros dos árbitros, sempre tendo em mira o jogo seguinte e uma qualquer eventual compensação - muitas vezes conseguida.
Desde que Paulo Bento assumiu o comando técnico do Sporting, esta tendência agudizou-se ao ponto de os leões serem já conhecidos como os “calimeros”. Passando ao lado do caso "Apito Dourado", e querendo à viva força envolver o Benfica no processo (sem qualquer sucesso), o Sporting tem prestado um péssimo serviço ao ftebol português e à credibilidade do mesmo. Nos últimos anos, Paulo Bento nas conferências de imprensa, comentadores como Rui Santos ou Dias Ferreira na SIC Notícias, Limas e outros que mais nos jornais, adeptos nos blogues, todos têm falado incessantemente de arbitragem, todos têm tecido harmoniosamente a teia de uma mentira, que até faz esquecer aos mais incautos que o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga recebeu há meses o emblema de ouro pelos seus 50 anos de sócio do clube de Alvalade.
Mas há quem tenha memória, e há quem tenha registos. Olhando ao que foram os casos de arbitragem no campeonato português nos últimos anos, verificamos que Paulo Bento tem pouco que se queixar.
Desde Outubro de 2005, segundo as regras da classificação “real”, o Sporting, não só não tem sido prejudicado pelas arbitragens, como até tem sido beneficiado, sendo o clube com mais pontos reais em seu favor. Mas para quem não leve a sério estes critérios, há um que é insofismável: o Sporting é, de longe, o clube que tem beneficiado de mais grandes penalidades de há muitos anos para cá, e também o é desde que Paulo Bento é técnico principal (neste período, 22 para o Sporting, 15 para o Benfica e 11 para o F.C.Porto). Só na época passada foram assinaladas nove (!!) em Alvalade.
Com Paulo Bento no banco, as equipas de arbitragem cometeram 53 (!!!!) erros a favorecer os leões, dos quais alguns foram do mais grotesco que se viu no campeonato, como o golo do União de Leiria que Ricardo defendeu dentro da baliza, ou o golo do Braga anulado na época passada em Alvalade. Também as expulsões de guarda-redes adversários, sobretudo em Alvalade, têm sido uma nota dominante.
Isto falando apenas do campeonato, e esquecendo os favorecimentos nas Supertaças, e na Taça de Portugal, competição onde na época passada ficaram dois penáltis por marcar a favor do Benfica em Alvalade.
Mas quem é capaz de, tendo minutos antes visto João Moutinho rasteirar claramente Freddy Adu dentro da área, passar toda uma conferência de imprensa a queixar-se da arbitragem, é efectivamente capaz de tudo.
Ficam os tais 53 lances, para que todos avivemos a memória:
2005-06
8. F GIL VICENTE E 2-2 Golo de Douala em fora-de-jogo
9. F BOAVISTA E 2-2 Segundo golo resultante de canto inexistente
10. C U.LEIRIA V 2-1 Bola defendida por Ricardo um metro dentro da baliza
11. F PENAFIEL V 1-0 Penalty por assinalar a favor dos penafidelenses
14. C E.AMADORA D 0-1 Penalty fantasma assinalado no último minuto, falhado por Liedson
18. F BELENENSES V 1-0 Mão de Polga na área por assinalar
19. C MARÍTIMO E 1-1 Nova mão de Polga por assinalar ; livre indirecto a favor incompreensível
20. F BENFICA V 3-1 Agarrão de Tonel a Nuno Gomes na área por marcar
21. C NACIONAL V 1-0 Expulsão errada de um madeirense ; novo penálti por marcar por gravata de Tonel sobre André Pinto
22. F V.SETÚBAL V 2-1 Nova falta para penálti de Tonel ficou por marcar ; golo limpo anulado ao V.Setúbal
23. C P.FERREIRA V 3-1 Penalty duvidoso assinalado a favor com o resultado a zero
24. F ACADÉMICA V 3-0 Primeiro golo claramente fora-de-jogo
25. C GIL VICENTE V 2-0 Segundo golo de Koke em posição duvidosa
26. C BOAVISTA V 1-0 Boavista com 4 jogadores expulsos e/ou amarelados na jornada anterior por Lucílio Baptista ; penalti não assinalado por falta de Tonel sobre Fary
29. F V.GUIMARÃES V 1-0 Falta dentro da área sobre Saganowski
32. C NAVAL E 0-0 Três navalistas afastados do jogo por Lucílio Baptista na ronda anterior
34. C BRAGA V 1-0 Empurrão de Tonel a João Tomás dentro da área
2006-07
2. F NACIONAL V 1-0 Golo solitário de Nani precedido de falta
6. F E.AMADORA V 1-0 Expulsão poupada a Custódio
9. C BRAGA V 3-0 Terceiro golo fantasma, sem que a bola ultrapassasse a linha de baliza
11. F NAVAL V 1-0 Golo de Ronny resultante de livre inexistente
12. C BENFICA D 0-2 Corte de Nani na área com o cotovelo
14. C ACADÉMICA V 1-0 Golo obtido na sequência de falta de Tonel sobre Pedro Roma
16. F BOAVISTA E 1-1 Rasteira de Tello a Linz dentro da área por assinalar
17. C NACIONAL V 5-1 Penalti mal assinalado e desperdiçado por Liedson ; primeiro golo obtido após empurrão pelas costas de Bueno sobre defensor madeirense
18. F P.FERREIRA E 1-1 Entrada assassina de Liedson ao tornozelo de um pacense, nem vermelho nem sumaríssimo
22. F F.C.PORTO V 1-0 Falta de Polga sobre Pepe na área não assinalada nos últimos minutos
27. F BENFICA E 1-1 Expulsão perdoada a Caneira por falta sobre Miccoli quando este seguia isolado, ainda na primeira parte
29. F ACADEMICA V 2-0 Falta de Liedson na sua área não assinalada
2007-08
1. C ACADÉMICA V 4-1 Penálti poupado ao Sporting por falta de Polga com o placar em 3-1
3. C BELENENSES V 1-0 Expulsão exagerada de Costinha no lance do penálti. Uma das muitas de guarda-redes adversários em Alvalade
5. C V.SETUBAL E 2-2 Penalti não assinalado por falta de Gladstone sobre Matheus
6. F BENFICA E 0-0 Falta clara de Moutinho sobre Adu no último minuto dentro da área
7. C V.GUIMARÃES V 3-0 Falta clara de Vukcevic no lance que antecede o primeiro golo, já na segunda parte
17. C F.C.PORTO V 2-0 Golo de Vukcevic em fora-de-jogo
19. C E.AMADORA V2-0 Expulsão exagerada de estrelista ; penalti inexistente, falhado por Polga, mas de que resultou a expulsão do guarda-redes Nelson
20. F V.SETÚBAL D 0-1 Penálti por assinalar cometido por Grimi no bico da área
21. C BENFICA E 1-1 Corte com a mão de Miguel Veloso dentro da área não sancionado ; expulsão de Nelson exagerada (lance para amarelo)
23. C NACIONAL 4-1 Penálti mal assinalado
25. C BRAGA V 2-0 Golo limpíssimo inacreditavelmente anulado ao Braga
28. C MARÍTIMO V 2-1 Penalti determinante inventado por Lucílio Baptista
29. F P.FERREIRA V 1-0 Golo nasce de livre inexistente ; expulsão poupada a Polga
30. C BOAVISTA V 2-1 Penálti muito duvidoso quando o Sporting perdia. O décimo (!!!) em Alvalade nesta época a favor dos leões
2008-09
1. C TROFENSE V 3-1 Dúvidas sobre o livre que origina o segundo golo
2. F BRAGA V 1-0 Penálti de Postiga sobre Meyong por assinalar

CLASSIFICAÇÃO REAL - Correcção

“Ainda na primeira parte, foi marcada uma falta a Meyong na área do Sporting, num lance em que me pareceu ter sido o camaronês a sofrê-la. Como não pude tirar a questão a limpo, dou o benefício da dúvida ao árbitro”
Estas foram as minhas palavras de ontem, antes de ter a possibilidade de ver o lance devidamente repetido.
Ao vê-lo, não me resta a mais pequena dúvida de que houve motivo para grande penalidade, pois Hélder Postiga coloca o braço sobre Meyong de forma a impedi-lo de chegar à bola. Já alguns leitores mais atentos o tinham aliás afirmado.
Urge pois rectificar o resultado real, bem como a respectiva classificação:
Resultado real: 1-1
CLASSIFICAÇÃO REAL - Sporting e F.C.Porto 4 pts ; Benfica 2

E eis que temos o clube que mais se queixa das arbitragens a ser o primeiro (e único, até agora), beneficiado objectivamente pelas mesmas, com a conquista de dois pontos manchados de erro, ainda que sem o mínimo foco mediático em torno do caso. O mediatismo fica todo para os erros a favor do Benfica.
Aliás Bruno Paixão tem-se vindo a revelar um verdadeiro pronto-socorro para os leões, pois já no Sporting-Sp.Braga da época passada anulou um golo limpíssimo aos minhotos, numa fase em que a luta pelo segundo lugar estava ao rubro. Será que pretende lamber as botas ao presidente da comissão de arbitragem, sabendo tratar-se este de um "Leão de Ouro" com 50 anos de associado ?
Ficam mais duas interrogações no ar:
-O que diria Paulo Bento se perdesse um jogo assim, e o que dirá se numa das próximas jornadas isso vier a suceder ?
-Porque motivo nada disse Jorge Jesus, sempre tão lesto a reclamar contra outros clubes ?
PS: Quando alguns, lá mais para o final da época, me vierem com ar escandalizado acusar de parcialidade, lembrem-se que, à segunda jornada, já lá vão dois pontinhos e uma liderança (com tudo o que ela acarreta de estímulo e motivação).

SUMARÍSSIMOS MONOCROMÁTICOS

Estes foram os processos sumaríssimos abertos pela Liga desde 2006:
Fevereiro de 2007Janeiro de 2008Setembro de 2008
Já calculava que a C.D.da Liga, com todo o falatório que houve em torno da burlesca invasão de campo, e pouco podendo fazer em relação a esse caso (ficou-se naturalmente pela multa), tivesse de arranjar forma de compensar o mundo anti-benfiquista com um sumaríssimo a Luisão.
O central brasileiro atingiu Sapunaru, e como tal não irei contestar o facto de ser castigado. O que questiono é porque motivo só os jogadores do Benfica são alvo de deste tipo de processo.
Desde 2006 a Liga abriu três sumaríssimos, todos a jogadores do Benfica. Primeiro Derlei (quando estava na Luz), depois Katsouranis e agora Luisão. Até parece que mais ninguém comete este tipo de infracções.
Bruno Alves, por exemplo, nunca levou um sumaríssimo, mesmo depois de ter barbaramente agredido Nuno Gomes, Jorge Gonçalves, João Moutinho, Anselmo e vários outros jogadores, sempre com uma impunidade já herdada de Jorge Costa, Costinha, Paulinho Santos, Fernando Couto ou Frasco.
E para jogadores do Sporting, alguma vez houve um sumaríssimo ? Assim de repente não me recordo.

COAGIDO PELOS COPOS

José Guilherme Aguiar fazia anos, e falou depois do jantar. Isto permite de algum modo entender a sua grotesca intervenção no programa de ontem na SIC Notícias, onde defendeu (ou propôs, ou insinuou, ou sugeriu) que o caso da agressão de um conterrâneo seu ao fiscal de linha do Benfica-F.C.Porto, poderia ser enquadrado no âmbito da coacção à equipa de arbitragem, e como tal, resultar na descida de divisão do clube da Luz. Chegou mesmo a dizer que não via diferenças entre a coacção efectuada por aquele “adepto” (?) benfiquista, ou a que ficou provado ter sido cometida por Valentim Loureiro, segundo ele, simples “adepto” do Boavista.
Eu, que até estava um pouco chateado com a situação, fiquei com vontade de rir.
Como é possível um individuo que é jurista, e que foi director executivo da Liga de clubes, dizer, com o ar mais coloquial deste mundo, tamanho disparate em frente às câmaras de televisão ? E como é possível que ninguém lhe responda à altura ?
Este episódio demonstra uma vez mais o nível em que o dirigismo desportivo do nosso país andou durante anos mergulhado. Guilhermes Aguiares, Gonçalves Pereiras, Lourenços Pintos, Adrianos Pintos e/ou outros parecidos ou iguais, mandaram no futebol a seu bel-prazer durante duas décadas. Foram eles que ergueram o “sistema”, e foi graças a eles que a hegemonia do F.C.Porto se consolidou, perante o silêncio, a ingenuidade e a incompetência dos dirigentes do Benfica.
O que poderia ter sido a história do futebol português sem esta gente ?

CLASSIFICAÇÃO REAL

À segunda jornada, é de saudar o facto de a classificação real coincidir em absoluto com a classificação factual. Para já, as arbitragens não estão a ter qualquer influência no desenrolar do campeonato, ainda que os erros sucedam sempre e sejam naturais de qualquer actividade, sobretudo se tão difícil como esta. Vejamos o que aconteceu nos dois principais jogos da ronda.
BENFICA-F.C.PORTO: O grande clássico teve, desta vez, uma arbitragem ao nível da ocasião. É certo que não faltou o jogador benfiquista expulso (como é tradicional), mas neste caso sem que se possam apontar culpas a ninguém que não ao próprio. Vejamos os principais casos do jogo:
- Logo nos momentos iniciais, Luisão atingiu com o braço o rosto de Sapunaru. Pelas repetições televisivas percebe-se que terá ficado um cartão vermelho por mostrar, mas num molho de jogadores à procura da melhor posição face a um lance de bola parada, é natural que o árbitro não se tenha apercebido, com rigor, da acção do central brasileiro, que só pela expressão do seu rosto (na televisão) se percebe ser deliberada.
Todavia, uma vez que o lance decorre diante do campo de visão de Jorge Sousa, e tendo este inclusivamente chamado a atenção dos jogadores (entendendo provavelmente a situação como uma escaramuça normal nos lances de bola parada), dificilmente se poderá falar de sumaríssimo, em face da nova interpretação – mais restritiva – que a Liga dá aos mesmos.
- O penálti assinalado é incontestável, e o cartão amarelo exibido também. Lucho não tinha a bola dominada, nem seguia com ela para a baliza. Esperava uma bola que vinha pelo ar, e tenho fortes dúvidas que, sem falta, o lance acabasse em golo.
Um eventual fora-de-jogo de Lucho carece de confirmação por imagens televisivas. Ou não existem, ou alguém não as quis mostrar. O que é facto é que ninguém pode dizer que sim ou que não.
- A suposta falta de Meireles sobre Di Maria deixa algumas dúvidas. Todavia, sendo eu adepto de um futebol viril, não creio que a entrada do portista pretendesse atingir o jovem argentino, e como tal, considero que Jorge Sousa agiu bem ao deixar seguir o lance.
Se acontecesse, por exemplo, em Alvalade, tínhamos conversa para toda a semana…
- O golo é tão golo como o que Petit marcou em 2004 a Vítor Baía, e que Benquerença e Luís Tavares, dois meses antes de Pinto da Costa ser detido – ainda, portanto, no pré Apito Dourado -, não quiseram ver. Tal como então, nenhuma imagem mostra a bola dentro da baliza. Mas não é necessário ser especialista em geometria para perceber que Bruno Alves toca o esférico já bem para além da linha.
Apesar de tudo, mesmo resistindo ainda focos da mais suja impunidade, temos de admitir que alguma coisa mudou desde 2004. Este lance prova-o. Em 2004 o Benfica teria perdido por 0-1, tal como então, efectivamente, perdeu.
- A expulsão também não deixa dúvidas. Tão clara quanto estúpida.
- Com algum rigor, poder-se-ia também defender que Nuno Gomes devesse ter sido expulso no lance com Sapunaru (?). Seguindo o critério que procurarei manter ao longo da época, lances em que está em causa a disputa da bola, dificilmente merecerão mais do que amarelo. Concordo pois com a decisão do árbitro.
- Gostaria por fim de realçar a falta de fair-play evidenciada por alguns jogadores do F.C.Porto, em particular Lisandro, que tentaram avidamente aproveitar um momento de inferioridade de um benfiquista estendido na área, para tirar vantagem da situação. Aplaudo Hulk que, talvez por não ter ainda bebido do espírito da casa, pós fim aquela vergonhosa atitude.
Resultado Real: 1-1

SP.BRAGA-SPORTING: Não gosto das arbitragens de Bruno Paixão. É daqueles que, bem à portuguesa, não deixa jogar, apitando picuinhisticamente por tudo e por nada, cortando ritmo ao jogo e estragando o espectáculo.
Desta vez não fugiu muito à regra, ainda que não lhe possamos apontar erros graves.
O golo do Sporting é limpo, pois Abel parte em linha com o último defesa bracarense. A expulsão de João Pereira é inatacável.
Um único lance me deixou dúvidas, mas, infelizmente, a televisão não o voltou a repetir. Ainda na primeira parte, foi marcada uma falta a Meyong na área do Sporting, num lance em que me pareceu ter sido o camaronês a sofrê-la. Como não pude tirar a questão a limpo, dou o benefício da dúvida ao árbitro.
Resultado Real: 0-1
CLASSIFICAÇÃO REAL
SPORTING 6 pts
F.C.Porto 4
Benfica 2

GRANDE JOGO; RESULTADO INJUSTO

Esperava-se um jogo excitante, e as equipas fizeram por isso.
Sp.Braga e Sporting demonstraram o porquê do seu bom momento, praticando um futebol intenso, rápido e agressivo - gosto de jogos assim, rasgadinhos, viris -, ainda que nem sempre lúcido, proporcionando um espectáculo bastante emotivo a todo o país.
A vitória é algo lisonjeira para o Sporting, que depois de uma entrada extremamente afirmativa, se remeteu ao seu meio-campo, procurando impedir que o Sp.Braga chegasse à sua baliza, e apostando no contra-ataque para poder sentenciar a partida.
Os bracarenses tentaram por todos os meios alcançar o golo - tiveram várias oportunidades, a espaços quase vulgarizaram os leões, mas a sorte não estava com eles.
Mérito ao Sporting pela consistência e capacidade de sofrimento reveladas. Mérito ao Braga, que mostrou força, talento e alma para fazer um grande campeonato.
E Jorge Jesus lá perdeu uma vez mais com Paulo Bento...

QUAL FOI A PENALIZAÇÃO?

disto: ...e disto:

Teria de facto uma certa graça, depois de todo o falatório de há uns anos (a propósito de um jogo com o Estoril), o Benfica-Sporting do próximo dia 27 vir a ser disputado no Algarve. Acontece que os regulamentos são claros, e nunca um caso como o ocorrido no clássico de sábado poderia dar origem a uma interdição. Basicamente por dois motivos:
1º Da agressão não resultou lesão grave de ninguém, nem os meios utilizados seriam passíveis de a causar.
2º A mesma não afectou minimamente o desenrolar do jogo.
O caso terminará portanto com uma multa, ainda assim injusta.

DÚVIDA

O Chelsea vai emprestar Paulo Ferreira ao...West Ham.
Seria impossível trazê-lo para a Luz ?