O LEÃO MANSO
No passado domingo, Pinto da Costa foi mais uma vez recebido em Alvalade com todas as honras e obséquios, aparecendo junto de Filipe Soares Franco sorridente e bem disposto, vendo o jogo a seu lado no camarote presidencial. Uma vez mais o Sporting surge, institucionalmente, aos olhos da opinião pública como aliado de referência do F.C.Porto, dando-lhe a mão, por actos e omissões, sempre que este tem necessitado.O que tem ganho o Sporting com esta política, que deve fazer revirar o estômago a Dias da Cunha, ele que foi pioneiro na denúncia do sistema que enlameou o futebol português ao longo de duas décadas?
Caso o único objectivo do clube de Alvalade seja, como por vezes parece, afastar o Benfica dos títulos, então esta é a estratégia correcta. O Porto ganha, o Benfica perde, nada mais linear.
Se o Sporting pretende, pelo contrário - como acredito que alguns dos seus sócios pretendam – conquistar títulos, então este caminho é incompreensível.
Os gráficos abaixo demonstram como o Sporting saiu molestado desde que Pinto da Costa entrou para a presidência dos dragões e devastou a credibilidade do futebol português com práticas criminosas. Mais até do que o Benfica, o Sporting pagou cara a estratégia de vale tudo do presidente nortenho, e passou nestes anos de clara segunda força desportiva do país, para um tímido terceiro posto, que resultaria fortemente agravado caso entrássemos em linha de conta com outras modalidades para além do futebol. Se olharmos a assistências, audiências, número de sócios, a degradação do clube leonino desde o início dos anos oitenta assume contornos que deveriam preocupar os seus dirigentes máximos.
O sistema criminoso corporizado por Pinto da Costa e Valentim Loureiro penalizou o Benfica, mas arrasou o Sporting, e é difícil de acreditar que Filipe Soares Franco, por ingenuidade ou por outro qualquer motivo que desconheço, não tenha ainda percebido o que aconteceu ao seu clube, e de onde vem o mal.
Em 2005, com Pinto da Costa fortemente acossado pela justiça, o Sporting teve nas suas mãos a hipótese de o varrer de vez do futebol, e com isso limpar toda a podridão que ele lhe havia trazido. Dias da Cunha assinou um documento conjunto com Luís Filipe Vieira, e a partir dessa base, os dois grandes clubes de Lisboa teriam tido força para fazer tremer os alicerces do “status quo” reinante. Da parte do Benfica houve essa clara intenção, e louve-se o seu presidente por essa corajosa atitude. Do lado dos leões, a oposição interna nunca aceitou o documento, e enquanto não afastou Dias da Cunha não descansou, de certo mais preocupada com a “tragédia” de ver o rival vencer um campeonato.
Perdeu-se uma oportunidade história de acabar com o regime "pintodacostista", que tanto mal tem feito ao desporto português, e ao próprio país – o balanço final ainda terá que ser feito a este respeito –, e, embora nada volte a ser como antes, as consequências de um processo que levantava a ponta do véu sobre tudo o que se passara durante décadas ficaram-se por uma punição fingida (os seis pontos), e algumas questões menores. O resultado foi um tri-campeonato para o Porto, a recuperação de toda a sua força desportiva e institucional, e a abertura de alas para a impunidade total de anos e anos de crimes, corrupção, tráfico de influências, intimidação, violência e resultados falseados.
Houve alguém que poderia e deveria ter agido, e assobiou para o lado. Houve alguém que poderia ter ajudado o Benfica a combater a corrupção, e preferiu alhear-se, com medo que o clube da Luz saísse reforçado do processo. Eis a lógica do escorpião aplicada à segunda circular.
Hoje Soares Franco aparece a sorrir ao lado de um criminoso. Um sabemos bem do que ri, quanto ao outro…
Publicada por LF à(s) 8.10.08 67 comentários
RANKING EUROPEU (Actualização)
Como se vê, o Benfica está bastante perto do 16º lugar, bastando-lhe uma vitória para lá chegar. O AZ Alkmaar não se apurou para as competições europeias este ano, pelo que, se tudo correr normalmente, no final da temporada o Benfica estará dentro das dezasseis melhores equipas da Europa.
Publicada por LF à(s) 8.10.08 5 comentários
O BENFICA NA TAÇA UEFA
1966/67
R2: Spartak Plovdid (BUL), 1-1* & 3-0
R3: VfB Leipzig (GER), 1-3* & 2-1
1978/79
R1: FC Nantes-Atlantique (FRA), 2-0* & 0-0
R2: Borussia M'gladbach (GER), 0-0 & 0-2*
1979/80
R1: Aris Thessaloniki (GRE), 1-3* & 2-1
1982/83
R1: Real Betis Sevilla (SPA), 2-1 & 2-1*
R2: Lokeren St. Niklaas (BEL), 2-0 & 2-1*
R3: FC Zurich (SWI), 1-1* & 4-0
QF: AS Roma (ITA), 2-1* & 1-1
SF: Universitatea Craiova (ROM), 0-0 & 1-1*
FL: Anderlecht Brussels (BEL), 0-1* & 1-1
1988/89
R1: Montpellier HSC (FRA), 3-0* & 3-1
R2: RFC Liege (BEL), 1-2* & 1-1
1990/91
R1: AS Roma (ITA), 0-1* & 0-1
1992/93
R1: Belvedur Izola (SVN), 3-0 & 5-0*
R2: Izzo Vac (HUN), 5-1 & 1-0*
R3: Dynamo Moscow (RUS), 2-2* & 2-0
QF: Juventus Torino (ITA), 2-1 & 0-3*
1995/96
R1: SK Lierse (BEL), 3-1* & 2-1
R2: Roda Kerkrade (NED), 1-0 & 2-2*
R3: Bayern Munich (GER), 1-4* & 1-3
1997/98
R1: SEC Bastia (FRA), 0-1* & 0-0
1999/00
R1: Dynamo Bucharest (ROM), 0-1 & 2-0*
R2: PAOK Thessaloniki (GRE), 2-1* & 1-2 vp
R3: Celta Vigo (SPA), 0-7* & 1-1
2000/01
R1: Halmstads BK (SWE), 1-2* & 2-2
2003/04
R1: RAA La Louviere (BEL), 1-1* & 1-0
R2: Molde FK (NOR), 3-1 & 2-0*
R3: Rosenborg Trondheim (NOR), 1-0 & 1-2*
R4: Internazionale Milano (ITA), 0-0 & 3-4*
2004/05
R1: Dukla Bystrica (SVK), 3-0* & 2-0
R2 (Grp G): SC Heerenveen (NED), 4-2
R2 (Grp G): VfB Stuttgart (GER), 0-3*
R2 (Grp G): Dynamo Zagreb (CRO), 2-0
R2 (Grp G): KSK Beveren (BEL), 3-0*
R3: CSKA Moscow (RUS), 0-2* & 1-1
2006/07
R3: Dynamo Bucharest (ROM), 1-0 & 2-1*
R4: Paris St. Germain (FRA), 1-2* & 3-1
QF: Espanyol Barcelona (SPA), 2-3* & 0-0
2007/08
R3: Nurnberg (GER), 1-0 & 2-2*
R4: Getafe (SPA), 1-2 & 0-1*
2008-09
R1: Napoli (ITA), 2-3* & 2-0
R2 (Grp B): Hertha Berlim (GER), - *
R2 (Grp B): Galatasaray (TUR), -
R2 (Grp B): Olympiakos Piraeus (GRE), - *
R2 (Grp B): Metalist Kharkiv (UKR), -
Publicada por LF à(s) 8.10.08 1 comentários
LUGAR À ESPERANÇA
O sorteio de ontem colocou o Benfica num grupo difícil. Não há como iludi-lo, importando, isso sim, perceber se poderia ou não ter sido muito melhor, ainda que se trate de um exercício meramente especulativo, pois o sorteio está feito, e de feito não passará.Nesta temporada, como aqui disse ainda antes da eliminatória anterior, a Taça UEFA está particularmente forte, contando com a presença de vários ex-campeões europeus, e diversas equipas habituadas a estar presentes nas Ligas dos Campeões dos últimos anos. É uma tendência para manter, pois as alterações introduzidas por Platini apontam para um reforço de qualidade e prestígio desta prova que, há poucos anos atrás, parecia condenada à extinção.
AC Milan, Sevilha, Valência, Tottenham, Ajax, Manchester City, Estugarda, CSKA Moscovo, Sampdoria e muitos outros, estão longe de constituir aquilo que se poderia chamar uma segunda divisão europeia, sobretudo quando olhamos para a Champions, e vemos Anathosis Farmagusta, Aalborg, Cluj, Bate Borisov ou Basileia. À excepção da nata constituída pelos oito ou nove melhores equipas da Europa – que estão de facto na Champions – no restante, as competições equivalem-se.
Neste contexto, não seriam de esperar facilidades deste sorteio. Os encarnados tinham uma estreita margem de felicidade, resultante do alinhamento das equipas nos potes poder permitir um autêntico jackpot, que seria apanhar, por exemplo, o grupo que calhou ao também cabeça-de-série Valência (Rosenborg, Brugges, Copenhaga e St.Etienne). Como os milagres não são para todos, as equipas que caíram para o Benfica apresentam dificuldades, e o apuramento é tudo menos garantido.
Ainda assim, se pensarmos que os encarnados se livraram no pote 3 de Sampdória, Manchester City e Udinese (saiu o Galatasaray), e no pote 4 de Santander, Portsmouth e Aston Villa (saiu o Hertha), não há como evitar um certo sentimento de alívio. Talvez só o Olympiakos (poderia ter saído o Heerenveen ou o Brugges) fosse de evitar, mas estas coisas raramente são milimetricamente como desejamos, e como diz o povo, “o bom é inimigo do óptimo”.
Em relação ao calendário, pode dizer-se que melhor era impossível. Seria perigoso defrontar o Galatasaray – um dos concorrentes directos - fora de casa, no infernal ambiente de Istambul. Seria de evitar uma deslocação longa e desgastante à Ucrânia, onde uma equipa como o Metalist se poderia tornar perigosa. Pelo contrário, jogar na Alemanha, com forte apoio das comunidades emigrantes, pode ser uma boa ocasião para pontuar, e começar logo aí a desenhar o apuramento. O jogo de Atenas vai ser naturalmente o mais complicado, mas dado o figurino da prova, uma derrota não será dramática. Receber os ucranianos no último jogo, é a melhor forma de, eventualmente, decidir a qualificação.
Se os encarnados ganharem os dois jogos em casa, e empatarem na Alemanha, têm o apuramento matematicamente garantido. Mas já houve, na história da prova, equipas apuradas com apenas 4 pontos.
A UEFA deve ser uma aposta séria do Benfica, quer por respeito ao seu passado, quer pelo facto de ser a equipa portuguesa melhor colocada no ranking oficial, posição que deve fazer tudo por manter e melhorar. Uma presença nos oitavos-de-final deverá ser o objectivo a alcançar, pois, sejamos lúcidos, o lote de equipas em presença dificultará maiores ambições a uma equipa em ano de reconstrução.
Acredito que a natural vocação europeia dos encarnados os fará ultrapassar esta fase sem dificuldades de maior, e depois, dependendo da sorte, conseguir passar mais um ou dois obstáculos. Ou seja, alcançar uma prestação prestigiante, e pontuar no ranking, cimentando a sua posição de principal representante português nas provas internacionais.
Publicada por LF à(s) 8.10.08 3 comentários
ASSIM-ASSIM...
HERTHA DE BERLIM (7º na Alemanha) BERLIM 23/10




Publicada por LF à(s) 7.10.08 7 comentários
HOJE HÁ SORTEIO
MAL ME QUER: Deportivo da Corunha, Udinese, Aston Villa e Saint Etienne
BEM ME QUER: Brugges, Rosenborg, Dinamo Zagreb e Zilina
Publicada por LF à(s) 7.10.08 2 comentários
CLASSIFICAÇÃO "REAL"
Esta foi uma jornada com alguns casos.Quer em Alvalade, quer em Matosinhos, dois árbitros com um prestígio desproporcionado face à sua fraca qualidade, cometeram erros, nalguns casos erros grosseiros.
SPORTING-FC PORTO:
Quanto ao penálti assinalado, por muito que se discuta a intensidade do toque, o que se vê é um contacto intencional com a mão de Tomás Costa no peito de Moutinho, e como tal, Lucílio Baptista ajuizou bem.
O maior erro do árbitro setubalense foi, justamente, não ter expulso o médio argentino do F.C.Porto, não por esse lance, mas por uma sucessão de faltas duras e merecedoras de cartão amarelo.
Há também um lance de Derlei sobre Sapunaru, mas aí, francamente, é com dificuldade que vejo intenção de atingir o adversário. O brasileiro falha a bola e acerta na canela do defesa portista.
Na jogada do primeiro golo do F.C.Porto, após ver as repetições, creio que não há motivo para assinalar qualquer infracção. Terá sido apenas falta…de jeito.
Resultado Real: 1-2
LEIXÕES-BENFICA:
Podem os inimigos do Benfica (e tantos que eles são…) dizer que a equipa encarnada foi beneficiada, pois Benquerença não assinalou uma grande penalidade cometida por Yebda, já perto do final do jogo. É verdade. No meu ponto de vista, ainda que o lance não seja óbvio, houve motivo para grande penalidade, e na classificação “real” terei de subtrair um ponto ao Benfica.
Mas não foi esse o maior erro do árbitro neste jogo.
É perfeitamente inacreditável como Olegário Benquerença não assinalou – porque não quis, pois está de frente para o lance, a poucos metros do mesmo – a mão do defesa leixonense no lance que precede o golo de Cardozo. Esse sim é um penálti absolutamente claro e indiscutível, a que o árbitro fez vista grossa. É um daqueles lances que demonstra má fé. É o chamado erro grosseiro, tipo de erro em que, aliás, Benquerença tem por hábito reincidir.
Felizmente, o lance terminou em golo. Agora poucos falarão dele, mas para mim fica como a principal nódoa na actuação de Benquerença, e claramente como o erro mais flagrante da jornada.
Para além destes dois lances, terei de dizer que o juiz leiriense foi extremamente benevolente para com os jogadores do Leixões, que nos primeiros quinze minutos arrumaram Reyes, e quase iam fazendo o mesmo a Di Maria.
No golo anulado ao Paços, o avançado da equipa da casa está com um pé fora de jogo, e como tal o árbitro assistente esteve bem, assinalando o impedimento. No golo anulado a Yebda, aceita-se que Nuno Gomes tenha de facto impedido o guardião Beto de se fazer à bola.
Houve também um momento importante, já nos últimos dez minutos, em que o Benfica lutava para afastar a pressão leixonense, conseguiu um canto (numa disputa entre Ruben Amorim e um defesa contrário), mas a equipa de arbitragem deu indicação de pontapé de baliza, empurrando dessa forma o Leixões para o golo que viria a marcar pouco depois. Um pontapé de canto naquela altura podia significar um ou dois minutos passados, o afastar da pressão, o tranquilizar da equipa. É por vezes com habilidades como essa que se decidem jogos.
Este árbitro, apesar de poliglota e bem falante, mantém um histórico negro, quase sempre em prejuízo do Benfica e do Sporting, e em benefício do F.C.Porto. É um árbitro da velha guarda. Tem ainda tiques de pré-Apito Dourado, talvez por reconhecimento face a quem o ajudou a fazer carreira internacional. Infelizmente ainda faltam alguns anos para abandonar a carreira.
Por falar em Apito Dourado – e há muito tempo que digo isto -, gostaria de um dia ver devidamente investigado o comportamento deste tipo de equipas perante Benfica e outros adversários, designadamente aqueles que são comprovadamente capazes de utilizar todos os meios, lícitos ou ilícitos, para ganhar. A diferença de entrega, de agressividade, de organização é gritante, e salta à vista. Não estou a acusar ninguém directamente, mas lá que gostaria de ver uma investigação incidir sobre esse aspecto, isso gostava.
Resultado Real: 2-1
CLASSIFICAÇÃO REAL
FC PORTO 13
Benfica 8
Sporting 7
Publicada por LF à(s) 7.10.08 14 comentários
AFOGADOS NO MAR

Não consigo compreender o que se terá passado com a equipa neste jogo, em particular na segunda parte. Como palavra para definir a atitude benfiquista após o intervalo, só me ocorre suicídio. Foi suicidária a forma como o Benfica jogou nesse período, recuando inexplicavelmente no terreno, dando toda a iniciativa de jogo ao adversário, defendendo mal, não conseguindo segurar o meio-campo, e prescindindo de atacar, diante de um resultado tangencial, e perante um adversário moralizado e combativo. Mais uma vez a equipa encarnada pareceu pensar que o jogo acabaria por, mais tarde ou mais cedo, pender para o seu lado. Terá reforçado esse pensamento quando, ao intervalo, se via em vantagem, mesmo sem o merecer.
Foi afinal o que tinha acontecido em Paços de Ferreira, embora então a felicidade tenha bafejado os encarnados. Desta vez, o anunciado golo do empate do adversário acabou por surgir mesmo, constituindo, até pelo momento em que ocorreu, um verdadeiro golpe no estômago da equipa da Luz, e em particular, dos seus adeptos, muitos dos quais crentes que o tempo destas coisas já teria passado.
Quem é que no Benfica ainda não percebeu que é em momentos como este que se ganham campeonatos ? Quem é que no Benfica ainda não percebeu como se ganha a estas equipas ?
É verdade que a agressividade que este tipo de adversários põe frente ao Benfica não é comparável a que demonstram diante de outros. É verdade que equipas de qualidade técnica medíocre e assente apenas na dureza de jogo, como o Leixões, o Paços, o Rio Ave e muitas outras da nosso futebol, em particular o que se joga a norte, não existem em campeonatos de primeira linha europeia, e técnicos como Quique Flores não estarão habituados a defrontá-las. Mas nada disso justifica a atitude expectante, hesitante, timorata, com que os encarnados – por sinal vestidos de branco – pensaram poder ganhar um jogo, que desde cedo lhes mostrou má cara.
Tirando, aliás, os últimos minutos da primeira parte, o que o Benfica produziu foi um redondo zero. Uma miserável exibição. A pior da época, até agora, que até poderia ter valido a derrota, caso o árbitro tivesse assinalado um empurrão de Yebda (juntamente com Quim, o único que se salvou deste naufrágio) a um adversário dentro da área. Um retrocesso enorme nos progressos que havia mostrado ultimamente. Um golpe cujo futuro dirá até que ponto condiciona ou não a história do campeonato, num momento em que a liderança estava ali tão próxima.
Não posso deixar de manifestar a minha profunda indignação para com as declarações de Cardozo no flash interview, onde se confessou... contente (!) pela conquista de um ponto e pelo golo marcado (a única coisa que, de resto, fez em todo o jogo). Num momento em que eu, simples sócio, ainda me beliscava para perceber se estaria ou não a viver um pesadelo, num momento em que ainda me contorcia interior e exteriormente com a revolta da perda de dois importantíssimos pontos, ouvir um profissional do clube dizer aquilo deu-me a volta ao estômago. Não pode ser esta a fibra de jogadores que se querem (?) campeões. Um empate como este, com sabor à mais pesada das derrotas, na sequência de vitórias capazes de catapultar a equipa para uma dimensão superior, em vésperas de uma longa pausa competitiva, não pode ser tolerado sem a maior das revoltas. Se assim não for, se os jogadores não interiorizarem esta atitude, escusamos de esperar grande coisa desta equipa. Entendia melhor que ninguém aparecesse para a entrevista, coisa que eu teria feito se lá estivesse. Publicada por LF à(s) 7.10.08 23 comentários
PORTO LAVA A CARA NAS ÁGUAS DE ALVALADE
O clássico de Alvalade servia fundamentalmente para saber quem, de entre F.C.Porto e Sporting, seria capaz de reagir melhor aos últimos resultados negativos.Nesta medida, os dragões deram, uma vez mais, mostras da sua inegável força mental, vencendo um jogo chave para o desenrolar da sua época, pois no caso de uma eventual repetição da vergonhosa prestação de Londrescertamente que nada ficaria como antes no interior da equipa e do clube. Uma primeira parte bastante mais afirmativa do que se esperaria, e uma segunda parte de luta e alguma sorte, chegaram à equipa de Jesualdo Ferreira para levar de vencida um leão demasiado dócil e inofensivo, e terminar assim com a sucessão de vitórias de Paulo Bento no confronto entre estas duas equipas.
O Sporting mostrou alguns dos problemas que já evidenciara na Luz. Trata-se de uma equipa especialmente talhada para colocar gelo nas partidas, fazer circular a bola e dominar o meio-campo. Sabe controlar os tempos de jogo, consegue impedir o adversário de jogar, mas quando, como ontem, se vê em desvantagem e na obrigação de criar, dá mostras de alguma previsibilidade e falta de imaginação. Já não é de agora que os leões revelam esta carência de soluções que, no meu ponto de vista, passa pela excessiva dependência que têm face ao seu modelo de jogo, fruto também de um plantel no qual, por exemplo, não existe um único extremo de raiz.
Outro dos problemas do Sporting - de certo modo decorrente do primeiro, e até há bem pouco tempo comum ao vizinho Benfica - é o estranho hábito de entrar em campo tranquilamente convencido de que, mais minuto menos minuto, as coisas acontecerão como espera. Ontem os leões voltaram a fazer um primeiro tempo muito fraco. Já na quarta-feira isto havia sucedido, só que o F.C.Porto não é o Basileia...
Desconheço a que ponto alguma instabilidade de balneário pode condicionar ou não esta fase menos positiva do Sporting – e ontem foi Grimi a manifestar algum descontentamento. O que é certo é que, em duas jornadas, a equipa de Alvalade pode passar de grande candidato ao título e previsível líder isolado – já se falava em sete pontos de vantagem para cada um dos rivais -, para um modesto e tristonho oitavo lugar, dependendo dos resultados de hoje a aferição do real trambolhão leonino na tabela classificativa.
A arbitragem de Lucílio Baptista esteve melhor do que é habitual nele, tendo ainda assim errado ao poupar a expulsão a Tomás Costa. E a verdade é que ainda faltava muito tempo para jogar…
Publicada por LF à(s) 6.10.08 17 comentários
UM REY(ES) QUE PARECE UM ÁS; UM GREGO RENASCIDO; UMA ATITUDE DE GUERREIROS; UM BENFICA PARA A EUROPA
Confesso que, antes da partida se iniciar, estava bastante céptico quanto ao seu desfecho. Até porque, para além das ausências de Cardozo, Aimar e Suazo, a estatística costuma valer alguma coisa nestas andanças europeias, e o Benfica havia 23 anos que não ultrapassava uma eliminatória diante de conjuntos transalpinos, famosos precisamente pela sua capacidade de segurar jogos e resultados.
A resposta da equipa de Quique Flores foi esmagadora. Uma grande exibição, uma vitória tão clara quanto justa, e o passaporte carimbado para a fase de grupos da Taça UEFA. Tudo isso devidamente emoldurado por um Estádio da Luz ao nível das suas melhores noites, com quase sessenta mil pessoas nas bancadas a empurrar a equipa rumo à Europa.
É impressionante o trabalho que o técnico espanhol tem levado a cabo no Benfica. Em pouquíssimo tempo de trabalho, Quique conseguiu fazer de uma amálgama de jogadores sem qualquer familiaridade entre si, um conjunto capaz de empolgar. O Benfica, tal como o havia sido em largos períodos do derby lisboeta, voltou a ser isso mesmo: uma equipa empolgante, vibrante, alegre e incisiva.Se na primeira parte o jogo foi repartido, com oportunidades para ambos os lados, e uma velocidade e intensidade dignas de fases bem mais adiantadas da prova, no segundo período o Benfica tomou conta do jogo, e com ele, da eliminatória. Com grandes exibições de um renascido Katsouranis – sempre desconfiei que a sua pior fase tinha algo que ver com o deslocamento para central – e do espanhol Reyes, o Benfica foi, minuto a minuto, construindo uma exibição consistente, categorizada e, sobretudo, ganhadora. Quando o jogo terminou, ficou a sensação de os encarnados estarem mais perto do 3-0 do que o já destroçado Nápoles do 2-1, ficando Nuno Gomes a dever a si próprio a possibilidade de assinar um interessante bis-europeu.
A equipa italiana veio a Lisboa programada para segurar a vantagem, e desde cedo procurou deitar gelo na fogosa atitude com que o Benfica abordou a partida. Quando se viram em desvantagem, os italianos ficaram, aparentemente, sem saber o que fazer, mostrando que talvez não acreditassem na hipótese de um Benfica tão desfalcado vir a conseguir marcar primeiro que eles. Pouco tempo após o primeiro golo, sentiu-se que só uma grande infelicidade tiraria a eliminatória aos encarnados que, mesmo com a entrada de jovens como Binya ou Urreta, nunca se deixou intranquilizar.Perguntará o leitor mais desconfiado: e se o Nápoles tem marcado logo na aurora do jogo – conforme ameaçou -, ou tem concretizado uma daquelas soberanas ocasiões que teve a fechar a primeira parte ?Um jogo de futebol, para mais diante de uma equipa poderosa – esta foi a primeira derrota da época para os napolitanos – deixa sempre no seu rasto alguns “ses”. No fundo, qualquer disputa entre equipas equilibradas, reveste-se sempre de alguma aleatoriedade. Foi assim no derby, foi assim nesta noite europeia, será assim no próximo domingo quando Sporting e F.C.Porto se defrontarem. Quem perde tem sempre um “se” onde se encostar, e se entrarmos por aí, o papel do analista fica reduzido a cinzas.
É preciso pegar no que aconteceu e não no que poderia ter acontecido. É preciso perceber também que o principal fundamento do futebol é marcar golos, e que quem os consegue não pode, de modo algum, ser colocado no mesmo plano de análise de quem os falha. Reyes pintou a sua exibição com um golo fantástico, Zalayeta falhou de baliza aberta. Mérito de uns, demérito de outros. Eis como, também assim, se chega à razão de uma justa vitória.

Em termos individuais já destaquei Reyes e Katsouranis. Podia também fazê-lo em relação a Nuno Gomes ou a Yebda. A espaços também Di Maria foi capaz de brilhar, ainda que tenha de perder rapidamente aquele individualismo que por vezes separa os grandes jogadores dos brinca-na-areia.
Mas a grande força deste Benfica é, por um lado o seu colectivismo, onde se inclui uma organização táctica notável para tão pouco tempo de trabalho em conjunto, e na qual as peças entram e saem sem a qualidade de jogo se ressentir; e por outro lado uma mentalidade competitiva de assinalar, que faz com que cada lance seja disputado como se da própria vida se tratasse. E que bom é ver jogadores com a classe de Reyes a lutar como o mais carrancudo dos operários.
A arbitragem pareceu-me perfeita, ainda que não tenha tido possibilidade de ver quaisquer imagens na televisão.
Publicada por LF à(s) 3.10.08 32 comentários
JACKPOT
Cinco pontos de desvantagem para o principal adversário - depois de o mesmo ter ganho na Suiça e ao Barça - seriam seguramente um ponto final nas aspirações do Sporting à passagem, pela primeira vez na sua história, aos oitavos-de-final da mais importante competição de clubes da Europa. E pelo que se via em campo, as coisas não tendiam a mudar muito de feição.
Depois fortuna de outros, na véspera, que lhes poupou uma goleada (ainda mais) histórica e humilhante, o Sporting teve também na jornada de ontem a protecção da fada madrinha, o que lhe permitiu, com muito pouco futebol, relançar a sua posição na prova.
Espera-se que hoje o Benfica possa também ter a sua dose de sorte, pois dela bem necessita para seguir em frente na UEFA.
Publicada por LF à(s) 2.10.08 5 comentários
BENTO MCXXIII
Paulo Bento procurou motivar os seus jogadores para o derby dizendo, na passada semana, que o Sporting já não perdia na Luz havia três épocas.Desde essa declaração até ao início do jogo de sábado, foi-se generalizando a ideia de que o Sporting tinha por hábito fazer grandes resultados com o Benfica, talvez por influência da última eliminatória para a Taça de Portugal, ainda bem fresca na memória de todos.
Nada mais falso.
Deixando de lado o passado mais longínquo, em que o Benfica foi sempre claramente mais ganhador, cingindo-nos apenas aos últimos anos, e aos jogos para o campeonato, verificamos que:
# Nos últimos doze anos, o Benfica venceu seis (!) vezes em Alvalade, enquanto que o Sporting apenas ganhou dois jogos no Estádio da Luz.
# Nas últimas cinco épocas, só por uma vez o Sporting venceu na Luz.
# Se alargarmos a análise aos últimos vinte anos, veremos que o Benfica trouxe de Alvalade dez (!) triunfos, enquanto o Sporting, no mesmo período, não passou de três vitórias na Luz.
São dados claros, que desmontam a ideia subjacente à afirmação de Paulo Bento, e toda a construção feita a partir dela.Mas, mais do que qualquer estatística passada, importa referir que o Sporting (e Paulo Bento, se ainda lá estiver), irá completar até ao jogo da segunda volta, 1123 dias (!) sem vencer o Benfica para o campeonato, quer em casa, quer fora. Ou seja, mais de 37 meses (!) – pelo menos - sem ganhar ao rival.
Não sei quanto é que isto dará em borregos, mas dava, por exemplo, para nascerem 4 crianças…
Publicada por LF à(s) 1.10.08 19 comentários
NÃO HÁ OITO SEM NOVE

Algumas destas recuperações são absolutamente inesquecíveis, como são os casos da célebre eliminatória com o Marselha e, para os mais velhos, seguramente também as goleadas a Nuremberga e Feyenoord - esta última, se não estou em erro, conseguida nos derradeiros dez minutos da partida.
Amanhã o Benfica tem pela frente o desafio de lograr mais uma destas recuperações. 1-0 basta, justamente o mesmo resultado que, há 18 anos, colocou o Benfica na sua última final europeia.
Recordemos aqui o video desse jogo, de modo a que sirva de inspiração:
Benfica-1 Marselha-0 de 1990
Retirado de MemoriaGloriosa
Publicada por LF à(s) 1.10.08 13 comentários
O CÓDIGO DE QUIQUE ; O que está a mudar no Benfica
Eis Quique a demonstrar ter sido uma excelente escolha.
Publicada por LF à(s) 29.9.08 57 comentários
NEM SÓ O QUE LUZ É DERBY
Em Évora, o Juventude venceu o Lusitano por…2-0, ultrapassando o rival na classificação no nacional da 3ª divisão série F.
Apesar do tempo chuvoso, assistiu-se a um jogo bastante agradável, com constante sinal mais dos juventudistas, que demonstraram mais e melhores argumentos que o adversário.
Com duas vitórias consecutivas, a equipa orientada por Miguel Ângelo trepou vários lugares na classificação, encontrando-se já entre os seis primeiros, que disputarão o acesso à subida.
Publicada por LF à(s) 29.9.08 9 comentários
CLASSIFICAÇÃO "REAL"
Ao contrário do que seria de supor, esta acabou por ser uma jornada em que as arbitragens ficaram em plano secundário, não necessariamente pela inexistência de erros, mas sim porque eles não se chegaram a reflectir nos resultados dos jogos.BENFICA-SPORTING:
Aos 44 minutos ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do Benfica, quando Hélder Postiga impediu Yebda de saltar à bola. No estádio confesso que não me apercebi, mas vendo pela televisão a falta é clara.
Para além desse lance, há que dizer que Duarte Gomes se acabou por salvar graças ao resultado final, pois a sua linha de actuação foi sempre tendenciosa e protectora da equipa leonina.
Várias posses de bola foram decididas ao contrário – nomeadamente em lançamentos laterais -, e diversas faltas, ou não foram assinaladas, ou foram-no indevidamente, quase sempre em prejuízo do Benfica. Recorde-se a propósito um corte com a mão de Polga a cruzamento de Nuno Gomes, que daria livre e cartão amarelo.
A dualidade de critérios em relação aos cartões amarelos foi aliás gritante. Ficaram-me na retina as cargas de Rochemback e João Moutinho sobre Reyes, em que o cartão ficou incompreensivelmente no bolso.
Uma arbitragem demasiado verde, que não chegou todavia para alterar o rumo do jogo.
E vão três jornadas consecutivas com erros graves a favorecer o Sporting…
Resultado Real: 2-0
F.C.PORTO-PAÇOS DE FERREIRA:
O caso da partida verificou-se na área portista, onde ficaram dúvidas sobre uma eventual carga de Bruno Alves a um avançado pacense, ainda na primeira parte. Depois de rever o lance, terei de dar o benefício da dúvida ao juiz, ainda que o esclarecimento não seja total.
Ficaram por mostrar cartões amarelos a Fernando e a Lino, entre os portistas, bem como a Filipe Anunciação do lado dos pacenses.
Resultado Real: 2-0
CLASSIFICAÇÃO REAL
F.C.PORTO 10
Benfica 8
Sporting 7
Publicada por LF à(s) 29.9.08 13 comentários
NOITE DE LUZ
Com uma exibição deveras convincente, o Benfica venceu com toda a justiça o derby lisboeta, e aproximou-se do topo da tabela classificativa da Liga, ficando inclusivamente em condições de tomar de assalto o primeiro lugar já na próxima semana.Mais do que a vitória e os importantíssimos três pontos, a equipa encarnada demonstrou uma força colectiva e uma solidez de jogo que ainda não lhe tinham sido vistas esta temporada. Com as linhas muito bem desenhadas e juntas entre si, com basculações rigorosas, com um sentido de entreajuda constante, o Benfica foi na noite de hoje efectivamente uma equipa de futebol, acabando por se superiorizar com clareza a um Sporting muito menos audacioso do que se esperaria.
Já na primeira parte o Benfica tinha sido, no meu entender, a melhor equipa em campo. Uma ou outra falha defensiva não ofuscavam uma exibição colectiva muito bem conseguida, quase sempre por via de uma maior agressividade sobre a bola, e de uma movimentação bastante mais harmonizada do que seria de supor nesta fase da época, atendendo à quantidade de alterações que o plantel encarnado sofreu no último defeso - neste particular não se viu qualquer diferença entre as duas equipas, o que abona muito em favor de Quique Flores, e o que terá desde logo começado a escrever o destino do jogo.
Desde cedo se percebeu alguma fragilidade do Sporting pelos corredores laterais, onde, sobretudo um super-Reyes, mas também Ruben Amorim e Maxi do lado oposto, iam conseguindo gerar desequilíbrios sem que contudo Nuno Gomes e Cardozo se mostrassem capazes de lhes dar continuidade dentro da área. Mais ao centro, Yebda ia recuperando bolas sucessivas, o que permitia um domínio territorial que, sem ser asfixiante, não deixava de ser evidente.
Foi contudo na segunda parte que os encarnados alcançaram os golos, a vitória e mesmo algum brilhantismo exibicional. A entrada de Katsouranis fortaleceu e disciplinou o meio-campo, e depois de um curto período de maior controlo de jogo por parte do Sporting, a equipa da Luz partiu para uma recta final empolgante, capaz de vulgarizar em certos momentos um adversário que, não o esqueçamos, partia para este jogo com algum favoritismo do seu lado.Os golos acabaram por surgir em apenas cinco minutos, colocando logo aí um ponto final nas hipóteses leoninas de discutir o resultado. Primeiro um remate fulminante de Reyes, e pouco depois um cabeceamento imparável de Sidnei, precisamente dois dos melhores jogadores em campo – Yebda também esteve muito bem -, selaram o triunfo encarnado, reflectindo no marcador a incontestável superioridade da equipa da Luz.
Paulo Bento fez o que tinha a fazer, com as entradas de Derlei e Liedson, mas o sentido do jogo não se alterou muito. Nem o Sporting conseguia fazer perigar de forma efectiva a baliza de Quim, nem o Benfica deixava de lançar venenosos contra-ataques que, mesmo já com Carlos Martins – muito voluntarioso mas pouco feliz - fora do campo, sempre foram ameaçando a eventual goleada, algo que, diga-se, também não seria fidedigno face ao que se passara em campo até então.
2-0 é assim o resultado que espelha bem o que aconteceu na Luz. É o resultado que permite ao Benfica vencer o seu primeiro clássico em dois anos, e que lhe dá uma nova alma, tão necessária para o confronto da próxima quinta-feira diante do Nápoles.
A equipa de Quique cresce a olhos vistos, e mesmo privada de alguns elementos importantes dá sinais de confiança a todos os benfiquistas em relação a um futuro que, se calhar, até pode ser mais próximo do que se pensaria. O trabalho táctico está à vista de todos, e uma ou outra individualidade vai revelando categoria, sendo talvez os casos de Yebda e Sidnei os mais surpreendentes.
Do Sporting esperava-se mais. Pareceu sempre uma equipa acomodada ao empate, e quando se viu em desvantagem não demonstrou qualquer capacidade de reacção. Mas, claro está, uma equipa joga o que a outra lhe permite. E o Benfica esteve muito bem.A arbitragem foi algo tendenciosa, equivocando-se na marcação de faltas, e perdoando alguns cartões amarelos. Houve um lance de penálti dentro da área do Sporting, que face ao resultado final não teve consequências, mas não deixa de ser importante de referir. Até porque de um juiz que assinala penáltis como o de 2001 sobre Jardel, não se pode aceitar que, diante do seu nariz, deixe passar uma falta como a de Postiga sobre Yebda, quando ainda havia 0-0, e a história do jogo podia tomar todos os rumos.
Na próxima jornada, em caso de empate no clássico de Alvalade, e vitória benfiquista em Matosinhos, aí teremos a equipa de Quique Flores a comandar o campeonato. Algo que se me afigurava extremamente difícil de imaginar há umas semanas atrás.
Publicada por LF à(s) 28.9.08 34 comentários

